Curso Contextual

fevereiro 11, 2011 5:14 pm Comentários desligados

Caro leitor,

Seja bem vindo ao Blog Curso Contextual. Sua mais nova página de informação sobre produção de textos (redação), literatura, cinema e demais fontes de enriquecimento cultural que se utilizem de linguagem verbal e/ou visual.

Neste blog você encontrará análises de gêneros textuais comuns em exames de vestibular e concursos públicos, assim como os diversos textos utilizados na área empresarial, focalizando sempre as dimensões pragmáticas (autor, conteúdo, propósito, público alvo, suporte) e esquemáticas globais (gênero, seqüência discursiva) que caracterizam cada texto.

Além disso, poderá ler artigos sobre estilos de época (movimentos literários), obter informações sobre alguns autores nacionais e internacionais, verificar resenhas de livros e ver as sugestões de leitura, tanto postadas por mim quanto por visitantes e colaboradores deste blog.

A sétima arte, como perceberá, estará presente por meio de sugestões de filmes, análise de roteiros e, futuramente, participando de vídeo aulas e podcasts.

Por falar em podcast, Curso Contextual contará com um podcast que abordará dicas de redação, usos da Língua Portuguesa e análises de obras literárias por meio de debates com convidados também especializados nesses assuntos.

Por fim, agradeço a sua escolha ao usar nossos serviços para fomentar seu conhecimento!

Um abraço,

 

Prof. Wilson Filho

(Autor do blog)

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Os Mistérios da Literatura

agosto 24, 2014 5:07 am Comentários desligados

Conheça os segredos até então nunca revelados… conspirações… na Literatura!

Categorias:ContextualCast

Romance Os Sincréticos

agosto 16, 2014 5:32 pm Comentários desligados

Capa de Os Sincréticos

Personagens:

 

  • Alex Swift

 

Dados:

Desenhista profissional de quadrinhos autônomo; 28 anos; habilidade criativa além do comum; descendência indígena; mora em cidade urbana desde a infância; possui poder de persuasão instantâneo; reproduz cenários virtuais com alta perfeição de realidade 3D e pode permanecer invisível enquanto estes cenários estão em projeção; codinome: Dédalo.

 

  • Rafael Gleiser

 

Dados:

Cientista político contratado pelo Governo como representante internacional em causas diplomáticas no Oriente Médio; 35 anos; domínio incomensurável de diversas culturas e seus respectivos idiomas ou dialetos; descendência afro-brasileira; não tem moradia fixa, mas frequentemente é visto pela França; possui desenvoltura em ninjútsu e demais artes marciais advindas do Oriente; especialista em informática, ele consegue manipular qualquer sistema eletrônico; codinome: Le Tigre Noir.

 

  • Lílian Amparo

 

Dados:

Pesquisadora de fenômenos geológicos pelo Instituto de Ciência Nacional; 26 anos; domínio de conhecimentos ligados à física, química e astronomia; descendência latina; atualmente mora no Nordeste brasileiro; possui sensibilidade para captar qualquer fenômeno natural num raio de mil metros e tem poderes para controlar os estados físicos de qualquer matéria que possua Carbono em sua estrutura; codinome: Valha

 

  • Anderson Queen

 

Dados:

Músico profissional de orquestra; 30 anos; domina técnicas teatrais e tem amplo conhecimento de maquiagem artística, possui, além disso, talentoso gênio para compor arranjos musicais para qualquer estilo musical; descendência luso-brasileira; mora em uma luxuosa cobertura em Nova York; tem o poder de transformar notas musicais em armas de defesa e ataque durante combates diretos, além de poder deslocar qualquer coisa em estado líquido ou sólido com o som da própria voz; codinome:AJ (lê-se: a jota)

 

  • Sophia Queen

 

Dados:

Mestre em Filosofia pela Universidade de Colônia na Alemanha; 22 anos; atualmente é a empresária do músico e irmão Anderson Queen; possui elevado quociente de inteligência e por isso consegue aprender sobre qualquer coisa em pouco tempo; destaca-se pela habilidade em marcenaria; descendência luso-brasileira; mora no Rio de Janeiro e de lá gerencia a carreira do irmão; tem o poder de voar e que combinado com a superinteligência a torna habilitada para ser a chefe de operações d’Os Sincréticos; codinome: Domna

 

  • John Nephew

 

Dados:

Advogado recém formado pela Universidade Popular da América do Sul; 24 anos; possui um forte temperamento e sede de justiça; especialista em direito internacional público e privado e em direito criminal; descendência afro-indígena; após ter morado por um ano em algumas cidades do México mudou-se para Manaus, na região Norte do Brasil; possui o poder para transformar-se em qualquer objeto e pode ficar sem respirar por tempo indeterminado; codinome: Impulso.

 

  • William Heart

 

Dados:

Professor de Literatura latina e européia e dança; 26 anos; possui vasto conhecimento cultural e é apaixonado por arte; fez ginástica olímpica durante a adolescência; descendência desconhecida, porém aparenta ser latino; morou na Inglaterra durante a formação acadêmica em Literatura européia, mas foi para o Brasil no primeiro decênio do séc. XXI; detém o poder de absolver energia solar e transformá-la em energia cinética para aumentar a própria velocidade e destreza ao correr e usar seu arco, e em locais escuros ou à noite apenas pode se adaptar cromaticamente a qualquer variação do ambiente mantendo a alta habilidade com o uso do arco; codinome: Arqueiro Branco.

Falhas de compreensão textual

fevereiro 15, 2011 3:50 am 3 comentários

Para compreender bem um texto é necessário que se conheça alguns eventos que podem ocasionar desvios na coleta adequada dos dados, pois, como pode ser visto no texto Compreender e interpretar textos, a interpretação de uma informação dependerá bastante da aquisição eficiente das partes que a compõem.

Os três eventos mais comuns que podem ocasionar problemas são a redução, a contradição e a extrapolação.

Antes de definir esses termos, vamos ler um trecho de uma música de Chico Buarque de Holanda, Construção.

“Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz com se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito pacote flácido
Agonizou no meio do Passei Público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego.”

Agora vamos às definições dos fatores que prejudicam a compreensão e depois faremos uma associação deles com o trecho apresentado acima.

A redução: quando a compreensão de um texto fica limitada à coleta de apenas alguns dados que interessaram ao leitor e se descarta as demais informações presentes na obra, pode-se afirmar que se cometeu o erro de redução.

Exemplo: Considerar que o personagem que executa as ações expressas na letra da música Construção é um alcoólatra apenas pela leitura das informações “Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago / Dançou e gargalhou como se ouvisse música / E tropeçou no céu como se fosse um bêbado”

A contradição: ao se deparar com as informações dispostas no texto, o leitor compreende justamente o oposto daquilo que se deseja informar. A contradição é considerada uma falha grave, pois demonstra a falta de atenção dada ao conteúdo da obra.

Exemplo: Afirmar que o personagem encontra-se vivo ao final do relatado é contradizer aquilo que foi informado diretamente no último verso: “Morreu na contramão atrapalhando o tráfego.”

A extrapolação: ser capaz de inferir dados não apresentados no texto de forma direta faz parte da interpretação de um texto, mas é inadequado fazer afirmações para além do que está exposto no texto sem que se mantenha um vínculo lógico com a fonte (o próprio texto). Dar afirmações sem ter base nas informações presentes no texto é extrapolar a leitura.

Exemplo: Declarar que o trecho selecionado fala de um homem que estava com uma doença terminal e se despedia da família antes de ficar cego devido à enfermidade é apresentar uma compreensão exagerada do texto. Em nenhum momento da passagem fica claro que o personagem tem uma doença terminal.

Bem, esses são os eventos comuns que prejudicam a compreensão de um texto e, por conseqüência, sua interpretação. Por isso, cuidado ao coletar as informações de um texto (não importa se verbal ou visual). E atenção: ler é o melhor exercício para desenvolver a habilidade de compreender e interpretar textos.

Compreender e interpretar textos

fevereiro 15, 2011 3:34 am Comentários desligados

Compreender e interpretar textos são ações distintas.

O ato de coletar e entender as informações que um texto possa nos oferecer nem sempre corresponde que se tenha conquistado a capacidade de interpretação do texto. Esse primeiro passo dado foi apenas a compreensão. A interpretação envolverá a capacidade do leitor de detectar a(s) intencionalidade(s) textual(is) que não está(ão) disponível(is) de forma clara, mas sim implícita no conjunto da obra.

Para melhor compreendermos o que está sendo informado, vamos analisar uma tirinha de Dik Browne.

  

 Unindo a linguagem verbal e a linguagem visual, podemos compreender que um garoto, sentado sobre um tronco, lê um livro enquanto uma menina apresenta a admiração que tem por ele através de adjetivos, que se encontram no segundo balão. O que corresponde à interpretação da tirinha, porém, está implícito no texto.

De acordo com o informado, o garoto é diferente dos demais que compõem o grupo dos vikings[1]. Podemos interpretar, a partir dos dados no segundo balão, que os outros garotos vikings não têm o hábito de serem gentis (amáveis, corteses) e educados (polidos), e sabemos que o amor (ou admiração) da garotinha é incondicional, mesmo Hamlet (o menino) mantendo-se indiferente e se mostrando o oposto daquilo que lhe foi dado como primeira qualidade, gentil.

 Com base no que foi exposto no parágrafo anterior, pode-se afirmar que a interpretação corresponde a uma leitura para além do que está disponível verbal e visualmente: vikings mal educados, gosto incondicional, rejeição afetiva. Trata-se de uma leitura das informações entrelinhas, uma dedução mental.

 Por fim, é necessário ter sempre em mente que o primeiro passo para se chegar à interpretação adequada de uma informação está na coleta eficiente dos dados do texto (compreensão).


[1] Um dos bandos de navegadores escandinavos que atacavam e pilhavam as povoações litorâneas do N. e O. da Europa, do séc. VIII ao X.

Seqüências textuais

fevereiro 12, 2011 4:13 am Comentários desligados

Uma seqüência textual é o conjunto de elementos (palavras) que possibilita que um texto tenha características narrativas, descritivas, argumentativas e/ou injuntivas. Desse modo, as seqüências podem determinar se o texto será predominantemente do tipo narrativo, descritivo, argumentativo ou injuntivo.

             1.    Seqüência narrativa

A seqüência narrativa é construída basicamente de verbos que expressam ação e encadeiam causas e conseqüências, revelando a interação de elementos (personagens, por exemplo) para a realização de fatos.

 Observe o texto:

Como tratar o inimigo

 Um soldado no Iraque recebeu uma carta da sua namorada, que dizia o seguinte: “…Querido John: Não podemos continuar com esta relação.

A distância que nos separa é demasiado longa.

Tenho que admitir que tenho sido infiel já por várias vezes desde que te foste embora. Acredito que, nem tu nem eu merecemos isto!

Portanto, penso que é melhor acabarmos tudo! Por favor, manda de volta a foto minha que te enviei. Com Amor, Mary”.

O soldado John, muito magoado, pediu a todos os seus colegas que lhe emprestassem fotos das suas namoradas, irmãs, amigas, primas, etc… Juntamente com a foto de Mary colocou, todas as outras fotos que conseguiu recolher com seus colegas, em um envelope. Na carta que enviou à Mary estavam 87 fotos juntamente com uma nota que dizia:

“Querida Mary:

Isso acontece. Peço desculpas, mas não consigo me lembrar quem tu és ! Por favor, procura a tua foto no envelope e me envia, de volta, as restantes! Com carinho, com muito, muito amor… John”.

 MORAL DA HISTÓRIA: Mesmo derrotado… Saiba arrasar o inimigo!!!!!

 Notamos que um elemento primeiro (a carta) se une a outros elementos (namorado, ambiente etc.) e gera a conseqüência (resposta do soldado), o que possibilita agrupar esse texto dentro do tipo narrativo, pois é predominante a seqüência narrativa.

              2.    Seqüência descritiva

 A seqüência descritiva, por sua vez, também pode possuir elementos como a seqüência narrativa, tendo como marca de distinção a não interação desses elementos para a realização de fatos.

 Leia:

 Enquanto a casa pegava fogo, um bebê chorava no quarto dos fundos e dois garotos brincavam de bola na rua em frente.

Nesse período, percebemos a presença de verbos de ação (pegava, chorava, brincavam) em uso com os demais elementos de uma narrativa (personagens, tempo, espaço), porém, cada elemento permanece em seu lugar, não apresentando uma interação que gere conseqüências; o que temos é um panorama de uma situação, lembrando até mesmo uma pintura impressionista.

Note a diferença quando se toma os mesmos elementos, mas constrói-se uma seqüência narrativa:

Enquanto a casa pegava fogo, um bebê chorava no quarto dos fundo, alertando, assim, os dois meninos que brincavam de bola na rua em frente.

 Sem precisar dar continuidade ao enredo, é possível constatar que, a partir do momento que o choro é percebido pelos dois garotos, uma reação em cadeia ocorrerá: os meninos, preocupados ao notarem uma casa pegando fogo e uma criança chorando, procurarão, de alguma maneira, solucionar o problema, representando assim uma interação entre elementos e possíveis conseqüências para os fatos. Eis a distinção entre um panorama de uma situação (seqüência descritiva) e a interação de elementos para a realização de fatos (seqüência narrativa).

              3.    Seqüência argumentativa

 Para um texto ser caracterizado como argumentativo, é necessário a predominância da disposição lógica de indícios, suposições, deduções e opiniões que busquem respaldar uma verdade potencial. Portanto, necessário um conjunto de seqüências argumentativas.

 Acompanhe o fragmento de um texto:

 “Pensando bem, em tudo o que a gente vê, e vivencia, e ouve e pensa, não existe uma pessoa certa pra gente. Existe uma pessoa que, se você for parar pra pensar é, na verdade, a pessoa errada. Porque a pessoa certa faz tudo certinho. Chega na hora certa, fala as coisas certas, faz as coisas certas, mas nem sempre a gente está precisando das coisas certas. Aí é a hora de procurar a pessoa errada.” (adap.: Luis Fernando Veríssimo)

 Por mais que existam seqüências descritivas que caracterizem a pessoa certa no fragmento acima, estas seqüências são utilizadas para justificar (respaldar) uma idéia que o autor do texto julga ser verdadeira: “Pensando bem, em tudo o que a gente vê, e vivencia, e ouve e pensa, não existe uma pessoa certa pra gente.” Assim, sem perder o valor adjetivo que as expressões dispostas na seqüência descritiva possuem, passam, em conjunto, a valerem como indícios e opiniões que justificarão com o desenvolvimento textual o juízo de valor do autor.

              4.    Seqüência injuntiva

 Comum em manuais de aparelhos eletrônicos e em receitas culinárias, a seqüência injuntiva prioriza a presença de verbos no imperativo com o intuito de orientar o leitor, por meio de comandos, na realização de tarefas.

 Escute: http://www.youtube.com/watch?v=G4ZwY_pz0QA

Acompanhando o áudio até o fim, compreende-se que todos os dados apresentados comandam o ouvinte durante a produção de um bolo, declarando sempre como cada elemento (ingredientes) deve ser utilizado e em que ordem deve ser acrescentado.

A seqüência injuntiva também pode ser utilizada para, em um conjunto textual como o poema, transmitir um pensamento, uma opinião. Veja:

Nesse poema de Décio Pignatari, notamos como ele vê o consumo de um produto da indústria internacional. Sem utilizar-se de seqüência argumentativa, expõe o repúdio que tem pelo produto, grafado com letra minúscula.

 Dado o exposto, podemos perceber que as seqüências textuais são de fundamental importância para a produção de textos, e que elas podem proporcionar a caracterização de um espaço, o relato de um acontecimento, a divulgação de uma opinião e o encaminhamento de uma atividade, mesmo que sejam utilizadas em contextos diferentes dos quais podemos encontrá-las e expressem idéias para além do seu usual, como é apresentado no exemplo final (seqüências injuntivas que funcionam como divulgadoras de uma opinião implícita).

Linguagem verbal e visual

fevereiro 11, 2011 4:02 am Comentários desligados

 Sabe-se que o homem vem construindo a própria história desde os primeiros momentos em que se postou sobre a terra; lutando para sobreviver entre os demais animais.

Criou e cria o enredo da vida por meio de escolhas, de seleção de opções. Opta pelo avançar ou pelo recuar, pela omissão improdutiva ou pela reação criativa, transpondo, assim, o seu pensar, o seu mundo subjetivo (interno) para o mundo real, com o qual precisa manter uma relação de convivência, de sobrevivência.

Dessa forma, o homem, que, antes do falar, sonhou, escolheu a reação criativa e se diferenciou dos demais animais. Ele imaginou e recriou, na tentativa de representar desejos e emoções que o constituíam, o mundo, por meio de pinturas em paredes e rabiscos na terra. Em outras palavras, deu o pontapé inicial para as artes visuais, para a comunicação entre os homens para além do gestual do próprio corpo. Inaugurou a linguagem visual[1], estática individualmente e coletivamente dinâmica.

Em seguida, ao alcançar o domínio de articulações fônicas, e a habilidade de ordenar cadeias de sons em uma seqüência sintática que permitisse a transmissão de informações complexas, o homem inaugura uma segunda forma de expressar as necessidades humanas que o afligiam. Instituiu a comunicação pelo uso da linguagem verbal[2].

Observemos as imagens a seguir:

1.   2.  3.

 Ao determos-nos para apreciar imagens como essas, notamos que elas nos revelam muito mais que cores e desenhos estáticos; elas revelam as emoções e fatos que afligiram o autor ou o contexto dele.

A nossa primeira imagem[3], por exemplo, expressa a visão que o pintor tem sobre as estrelas, destacadas em forte tom pelo amarelo que se mistura formando uma correnteza com um céu escuro; ao invés de escrever sobre as sensações que tinha sobre uma noite estrelada, materializou o pensamento por meio da pintura. Revelando um ato de fuzilamento, a segunda pintura[4], por sua vez, nos dispõe a impressão do conflito vivido pelo povo espanhol durante a invasão napoleônica: de um lado os impotentes esperando a Morte, do outro, os potencialmente armados invasores, sem contar os mortos ao chão e o homem de braços abertos e de branco, destacando-se na tela. Por fim, nossa última e famosa pintura[5] renova a retratação da mulher renascentista; o olhar dessa mulher enigmático, assim como o sorriso, encara o observador, convida-o a refletir sobre o próprio enigma que é o Homem.

Como podemos ver, a expressão visual pode ser tão comunicativa quanto a verbal, legando para o receptor um amplo repertório de informações, sensações e, até em alguns casos, opiniões; além disso, percebemos o quanto é comum o uso da linguagem verbal e da linguagem visual em contextos independentes e até mesmo em cooperação, como na tirinha a seguir:


[1] Comunicação por imagens.

[2] Comunicação que se utiliza de palavras expressas de forma escrita ou apenas oral, mas que estão ordenadas por um princípio lógico comum a uma comunidade.

[3] A Noite Estrelada de Vincent Van Gogh.

[4] Três de Maio de 1808 em Madri de Francisco de Goya.

[5] Mona Lisa de Leonardo Da Vinci.

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